26 de Agosto de 2008

Contra a corrente

A não perder: um excelente artigo de revisão do Carlo Rovelli sobre Gravitação Quântica em Laços na Living Reviews in Relativity. Clicar aqui.

25 de Agosto de 2008

Atómstöðin III

Por vezes confronto-me nessa vastidão álgida com o limiar da minha dor, como se esta ganhasse uma existência tangível e eu próprio sentisse que a luz se difractasse na presença de algo desconhecido, interessada apenas pelo espaço intersticial que a mágoa completa e não pela matéria de que sou feito. Sou assim um ser invisível para o qual a luz atravessa imperturbável, zombeteira e, apenas empenhada com uma rede de ausências tecidas numa topologia intrincada, ainda lhe consigo escutar um riso escarninho enquanto se difracta exibindo apenas uma débil sombra de um homem que finalmente se apressa a colocar uma pedra sobre a língua.

Atómstöðin II

(Há na literatura islandesa a mesma dimensão telúrica que a sua geografia encerra. Agora as pontas dos dedos encontram os seus quadris, passeiam por lá, “não sou um dos teus caderninhos que nunca usas”, retorque-lhe ela, impaciente, controladora. Não a sei definir. Ele tão pouco. Quando quero pensar em Anita vou à biblioteca e folheio atlas e livros de viagens sobre a Islândia e a Patagónia. Geiseres, paisagens lunares e erodidas (esteve ali presente a mão de um demónio muito bem humorado), cores que não consigo adjectivar, uma alvura impossível de aprender. E depois aquela literatura da resistência contra os elementos, o Bjarn de Casas de Verão do romance de Haldór Laxness. Tenho ali o livro do Chatwin a pedir-me que o releia; é certo que a reencontrarei novamente nas páginas do mesmo).

Atómstöðin I

“I want to know light”, Roswell was confessing, “I want to reach inside light and find its heart, touch its soul, take some in my hands whatever it turns out to be, and bring it back, like the Gold Rush only more at stake, maybe, ‘cause it’s easier to go crazy from, there’s danger in every direction, deadlier than snakes or fever or claim jumpers –“

Thomas Pynchon, Against the Day

77° 47′ 0″ N, 70° 46′ 0″ W



Há um provérbio iídiche que afirma que tempos houve em que os anjos andavam pela Terra. Agora nem os poderemos encontrar no Céu. Cito-o de memória, mas creio que não deturpei o seu sentido. Sabes, amor, há uma nudez irreal debaixo de um glaciar. A vista a partir de Siorapaluk continua a ser tão bonita.


8 de Agosto de 2008

23 de Julho de 2008

Atomic Cafe I





"Os que vivem intensamente não têm medo de morrer" (Anaïs Nin)

15 de Julho de 2008

Drommar Ibland

Hei-de morrer sem chegar a dizer-te. Dizer-te luz, saibro, estrela, cascalho, citocromo-c. E a razão pela qual todas estas palavras são revestidas de Azul. Talvez um dia acordes noutro universo, os olhos pasmados de ternura, voltares a dizer "eu mais, eu melhor" e a sorrires com os meus "maisjómenos". Será sempre o teu sinal marca de estrela tatuado no meu espírito. A minha casa: apenas um persistente pixel Azul Neblina alicerçando a estrutura hemoglobínica das palavras.


[este blogue talvez regresse um dia destes]



[Voyager 1, 14/2/1990, 4 milhões de milhas]


[A imagem anterior, desta feita ampliada; o ponto esmaecido que se encontra na faixa castanha da direita é o planeta Terra - deverás clicar para ampliá-lo, Azul]


[A minha casa, vista da Cassini orbitando as orelhas moucas de Galileu, 15/9/2006]


Nem chega a um pixel

14 de Julho de 2008

Hey, that's no way to say goodbye.



I loved you in the morning, our kisses deep and warm,
your hair upon the pillow like a sleepy golden storm,
yes, many loved before us, I know that we are not new,
in city and in forest they smiled like me and you,
but now it's come to distances and both of us must try,
your eyes are soft with sorrow,
Hey, that's no way to say goodbye.


Sábado, 19 de Julho, no Passeio Marítimo de Algés.

In memoriam Solstício

A única casa que valia a pena habitar.

A propósito das madeixas que teimam em crescer em nuvens em agregados de matéria I


A propósito das madeixas que teimam em crescer em nuvens em agregados de matéria.

Não me recordo bem da amplitude dos gestos (os dedos enregelados bem fundo nos bolsos, um fundilho talvez roto ou com cotão) um cigarro preso nos lábios sem ter coragem de o acender. O espaço repartido por mais três ou quatro pessoas. Aquele espaço. Eu convidava a loucura que preenchia os interstícios do fibrado do espaço-tempo (ah! só um louco poderia afirmar isto) a transpor uma barreira quase invisível, uma cortina de água tépida, um convite ao entorpecimento. Chorava. Por mim. Pelas estrelas imóveis irremediavelmente pregadas a um céu demasiadamente azul. Pelas palavras que nunca cheguei a dizer. Chorava porque os meus lábios privados de sal, de afecto, de cor, insurgiam-se finalmente.

Não, não era o desejo do abismo que havia em mim. Os abismos não nos procuram, nem nós os queremos encontrar.


13 de Julho de 2008

Caixa de Ressonância V


A rapariga que acentuava os advérbios de modo certo dia perguntou-me como era capaz de escutar ópera em altos berros no carro. Mesmo assim eu gostava dela – sabia que esta secretamente se comovia com os prelúdios de Wagner.

(Elsa de Brabante: nunca poderás questionar ao filho de Parsifal a sua identidade)

Liçóes de Astrofísica V: "Everything is blue in the world" (até o Sol)



Imagem (provavelmente) da sonda SOHO.

Azul Citrino

Caixa de ressonância IV

Havia uma imagem que teria querido partilhar com a rapariga que acentuava os advérbios de modo.



Caixa de ressonância III

Por vezes o gato que era eu espreitava essa rapariga a regar as sardinheiras nos vasos paralelepipédicos a desafiar a gravidade.


Caixa de ressonância II


Encontrava essa rapariga que acentuava os advérbios em muitos sonhos, em muitas bibliotecas e, por vezes, até no supermercado: ela escolhia algumas ervas aromáticas (e eu só podia supor que era para o chá) e eu ficava ali escondido, manso e intrigado em doses cuidadosamente proporcionais segundo a razão de ouro dos arquitectos gregos, uma espécie de gato negro prestes a usar todo o conhecimento das leis da natureza na sua impulsão pelas quatro patas e a cauda a gesticular como a batuta invisível de um maestro conduzindo o holandês do Der fliegende Holländer. Um gato melómano que não trocaria Wagner e meia garrafa de Stolichnaya por todo o Paládio do mundo.


Caixa de ressonância I


Era uma rapariga que acentuava os advérbios de modo. Deixava que estes saíssem pela boca e voltassem a entrar pelos ouvidos dos que a rodeavam, talvez na esperança que estes depois retornassem às suas narinas pois é certo que as palavras fazem vibrar as moléculas do ar quando não são apenas esta tinta mesquinha e têm voz. Esses advérbios de modo com a desusada acentuação que o caracterizavam eram abelhas que polinizavam flores e causavam-me cócegas, talvez localizadas nos lóbulos das orelhas, cócegas que se estendiam através das ramificações e eram amplificadas por uma estrutura que desconheço a sua origem, mas que devo talvez chamar-lhe de coração. Ou fígado. A rapariga que acentuava os advérbios de modo por vezes abusava dos estribilhos, mas também essas repetições me faziam titilar os lóbulos das orelhas, não me queixava das suas repetições, apenas dos seus advérbios de modo que por vezes me faziam espirrar.

13 de Junho de 2008

2. Apatia (antes)

Deu-lhe dois beijos rápidos, roçando a face de forma fugaz para que não sentisse o seu cheiro. Entrou emocionado porta adentro. Notou que esse riso lhe fazia falta, esse riso claro e gratuito, sem concessões. Porém, quando se recordava dela não evocava o seu riso, era outra coisa que surgia nos momentos mais improváveis, algo intangível, que não vem desenhado nos livros mas que poderíamos designar por “epifania", à falta de uma designação mais justa. Embora mais velho que ela, sentia-se sempre uma criança a seu lado. Resignou-se a sentar muito quieto numa ponta do sofá, não sem antes admirar a arrumação da sua sala. Verbalizou-o – não era conversa de circunstância: a sua casa apaziguava-o. Ela quedou-se pela outra ponta, também imóvel. Sabia que, afinal de contas, nenhum deles nutria alguma coisa pelo outro. Guardava-lhe um enorme carinho no coração, era o que ele costumava afirmar. Ela nunca o amou, dizia para consigo, e embora a tenha amado era apenas o seu embaixador que ali se encontrava e não ele próprio – apeteceu-lhe dizer: "Não, doravante não me irás tratar por Alexandre. Call me Ismael. Esse é o nome do carcereiro que me enclausura”. Talvez devesse ter falado da alteridade. Do outro que há em nós. Talvez de Camus. Porque não? Mas isso iria criar uma série de equívocos. Ele queria apenas fruir da sua companhia e não se alcandorar em referências óbvias ou permitir-lhe que o acusasse de viver num mundo lírico. Era verdade que ele tinha abandonado o mundo e agora construía as suas próprias regras. Somente fingir que se encontrava ali. Já não se interessava por muita coisa. Dizem que tinha perdido a fé. Prendeu a mão entre as almofadas. Talvez estivesse nervoso. Apetecia-lhe acender um dos charutos que tinha trazido. E soprar o fumo para as suas costas. fffffffffff como onomatopeia. E de seguida pousar os seus lábios. Nas costas. A pele. As coxas. Apetecia sorrir-lhe, como costumava sorrir para ela. Talvez a tivesse amado em demasia. Ou como imaginava ter sorrido para ela. Já tinha visto aquele filme. Agnés Jaoui e o careca de bigode de cujo nome não se recorda (Messieur Castela – com um ou dois l’s?). Talvez ela não se enternecesse por ele. Pelo filme, bem entendido. Creio que talvez já não a conhecesse bem. Continuava bonita. Era uma estranha para ele. Lábios pequeninos, orelhas pequeninas, quase tudo em ponto pequeno, numa delicada simetria liliputiana. Estava a ganhar um pouco de volume no seu traseiro. Uma vez fez-lhe um comentário sobre o seu corpo e ela não gostou. A história deles estava eivada de equívocos. Mesmo agora, se ela lesse essas palavras iria sentir-se magoada pelas referências em duas mensagens ao seu traseiro. Ele achava a emergência das suas rugas como algo de belo. Adorava as suas olheiras. Sempre gostou de mulheres com insónias. Que tornavam a noite presente, em suma, como Maurice Blanchot terá afirmado. Recordo-me bem que ele adorava as suas costas: era o seu violino de Ingrès. Creio que o terá dito algumas vezes, enquanto faziam amor. Bem sei que não abona nada à sua originalidade, mas ao pé dela tornava-se algo tímido e comedido nas palavras, revelando-se apenas de forma sexual. Gostava de lhe chamar de “princesa da Entropia”. É algo de rebuscado, não é? Creio que talvez acreditasse que toda a palavra seria redundante, quando a sua língua articulava elipses consumindo-se no seu sexo. Tinha pintado o cabelo: agora era morena. Pareceu-lhe amenizada pela noite. Não perguntou se era feliz. Tinha prometido a si mesmo nunca mais lhe questionar acerca disso. Havia estrelas. O triângulo de Verão. Vénus. A Ursula Andress (era como cogitava na Ursa-maior-rabo-de-frigideira). E a Cassiopeia, cadeira, éme ou dahbliú. Mentiu-lhe. Três vezes. Altair, Deneb e Vega. Em duas das ocasiões fingiu que acreditava nela. Era um jogo que a divertia. Na realidade não se incomodou. Era apenas um jogo, já disse? Fazia parte da sua faceta lúdica e pouco mais. Talvez tivesse gostado de ouvir mentiras a noite inteira. Reparou que estacionava o carro quase tão mal como ele. O certo é que ele tinha sempre imensos acidentes quando conduzia a seu lado. Esmurradelas, o pneu furado ao aproximar-se da berma do passeio, o carro atirado por um pequeno declive. Ao telefone a voz dela tinha um timbre nervoso. Era raro concordarem sobre vinhos. Como se fossem novamente estranhos. Creio que ela não o irá acompanhar à Ópera quando for a Paris assistir a Tristão e Isolda. Antes falou-lhe disso. Ela perguntou-lhe algo sobre matéria protocolar. Talvez tenham esgrimido argumentos sobre algumas coisas que não ficaram bem resolvidas. Recordou-se que a única vez que foram juntos ao cinema foi para ver Saraband ao Alvaláxia(!). Não era verdade pois tinham visto outro filme mais recentemente. Ela não tinha gostado. Do filme do Bergman. Ele tinha repousado a sua cabeça no seu colo enquanto ela afagava o seu cabelo. Num banco do centro comercial. Era feliz. Não necessitava de muito: andava com uma T-shirt coçada e uns sapatos quase rotos. Por vezes vestia-se impecavelmente. Ainda agora costuma afirmar que tem um gosto irrepreensível por camisas. Julgo ser verdade. Mas, ainda a propósito da indumentária, Silje costumava interrogá-lo como era possível alguém ter a desfaçatez de vestir três tons diferentes de castanho nas suas peças de roupa. Na altura usava rabo-de-cavalo. Durante três anos não cortou o seu cabelo. Não se percebe bem porquê. Até porque se considerava uma pessoa com algum low profile, sempre disposto a passar incógnito. Há quem diga que foi por preguiça. Outros terão outras teorias mais rebuscadas, eu não sei o que acreditar, não me interessa muito. Chegou a casa. Tinha-se despedido com dois beijos ainda mais fugidios. Durante a noite inteira não a desejou. Pela primeira vez na vida tinha-se protegido mais do que esperaria. Sentiu-se insensível. Não mais interessante do ponto de vista evolutivo que uma barata. Agora masturbava-se várias vezes. Para compensar a ausência da noite. Por fim escreveu-lhe uma carta. Os dedos orlados por uma carapaça esbranquiçada ditavam:


“Ao passar timidamente a ombreira da porta fui outra vez o teu amante, porque foi convocada à minha memória a imagem do teu corpo bem rente ao meu, as minhas mãos enlaçando-se nas tuas costas e o meu abraço muito muito forte com medo de te perder.”


Tinha sido uma noite de banalidades. Obrigava-se de há uns meses a esta parte a ser banal. Como se se comprazesse com isso. Fui me deitar e não fiquei a saber como termina a carta. Sei apenas que não chegará a enviá-la.


1. Após


E no entanto, ao regressar a casa com os olhos agredidos pelos faróis, galgou rapidamente os lanços das escadas que o separavam do quarto para remeter-se à volúpia enleante dos lençóis sem sequer preocupar-se a ler parte das páginas designadas até que o sono sobreviesse, não podendo evitar que o seu sexo crescesse entre os dedos, numa erecção imódica e iracunda que a noite até então tinha contido. Enquanto o dia clareava, ácido e inflamado, dedicou aqueles minutos de vigília a masturbar-se várias vezes, certamente forçado pela imanência da electricidade daquela mulher a disparar estímulos vertiginosos e furiosos em tudo quanto era axónio. Primeiro, foram os seus mamilos eriçados coroando aqueles gratos seios que o fizeram jorrar, deixando escorrer indolentemente o sémen pela palma da mão, pelos dedos, imaginando que a viscosidade não o impediria de chegar às cutículas. Depois, discorriam no seu espírito as imagens daquelas ancas férteis onde os seus pulsos adoravam jazer após o embate que era entrar nesse corpo de alabastro e sentir a tessitura do seu sexo a suster-lhe a respiração como um lenço de veludo impregnado de um odor muito forte dentro da sua garganta, asfixiando-o, impelindo-o a penetrá-la de forma ainda mais intensa, como se a quisesse ferir de morte, puxando-a com denodo para si, cravando-lhe as mãos nos seus quadris, beliscando-lhe as nádegas, deixando-a trémula e abandonada até que o seu próprio corpo ficasse completamente repassado e coberto por um manto sudativo, o silêncio meditativo quando fazia amor interrompido apenas pelo som árduo da sua respiração e de quando em vez da resistência que os dentes encontravam ao morder-lhe a nuca, e finalmente não conseguiu suster aquele esgar que tão fielmente reproduzia o esgar contido quando este se vinha e que das primeiras vezes que estiveram juntos a deixara agradavelmente surpreendida. E, após mais uma breve pausa, a imaginar que a vestia – porque sempre lhe deu mais prazer vesti-la do que desnudá-la – meio entontecida, ainda febril e eléctrica, gotejando abundante entre as pernas, tentando invocar à memória aquele seu movimento rítmico das ancas quando lhe enfiava as calças justas, moldando-lhe as formas (não pôde deixar de pensar como o seu traseiro estava um pouco mais gordo e isso fez-lhe sorrir com ternura, cremos), qual dança que tivesse sido inventada apenas para proveito deles, teve ainda tempo para pensar que talvez ainda a adorasse em demasia. Fez então repetir os gestos de uma coreografia para a gastar, para que esta saísse da sua linfa, para que vertesse para os lençóis absurdamente alvos, para que secasse entre os interstícios dos dedos, como sucedia agora ao seu sémen, num acto de purga. Não sabemos se foi bem sucedido em tal demanda. Relata apenas, quem o observava, que se deixou tomar por um cansaço beatífico e, a esta distância, parecia que um sorriso persistente soerguia a comissura dos seus lábios.

26 de Maio de 2008

Depois não digam que não tive a decência de vos avisar




Coco Rosie daqui a pouco (21h30) no TAGV. Resguardem-se com máscaras que cubram o nariz e a boca ou fatos de protecção biológica porque, febril e fungoso, serei um vector (e se fosse antes um tensor?) de descarada transmissão bacteriana.

Hoje estarei de acordo (talvez)

"Reading maketh a full man; conference a ready man; and writing an exact man."

(Francis Bacon)

19 de Maio de 2008

O Sabor da Melancia



O Sabor da Melancia (Tian bian yi duo yun), é já daqui a pouco (21h30) no TAGV. O filme é de Ming-Liang Tsai e conta no seu elenco com Kang-sheng Lee, Shiang-chyi Chen e Yi-Ching Lu.

25 de Abril de 2008

Rubro

22 de Abril de 2008

Um musaranho em Novosibirsk espirrou tendo causado a morte de Lorenz aos 90 anos




Andam a cair que nem tordos. Desta feita foi o Edward Lorenz (faleceu no passado dia 16). Não foi o pai da Teoria do Caos, como muitos patetas têm vindo a escrever por aí. O pai foi o Poincaré. Lorenz é conhecido sobretudo pelo modelo metereológico que tem o seu nome, um conjunto simplificado de equações diferenciais ordinárias que se encontram representadas na imagem do bloco de notas, em conjunto com o código em Octave (com os parâmetros e condições iniciais rabiscadas nas mesmíssimas linhas) que foi usado para representar a imagem do atractor.


Mais amanhã.

Estranho apontamento: constato que desapareceu uma vírgula das frases aprisionadas pelo caderninho de notas. Da última vez que foi avistada abordava os transeuntes de uma rua muito movimentada num bairro mal frequentado de Ulam-Bator. Oferecem-se alvíssaras. Ou, na falta destas, vísceras frescas.