30 de setembro de 2014
18 de setembro de 2014
Um amor podia surgir disto I
"Nada me dá mais prazer do que transmitir uma falsa ideia de mim próprio àqueles que trago no coração. É injusto talvez, mas também ousado, e por isso está bem. Este traço assume em mim contornos doentios. Parece-me indizivelmente belo, por exemplo, morrer com a terrível consciência de ter ofendido aqueles que mais amo neste mundo e de lhes ter dado uma má impressão de mim. Ninguém compreenderá isto, porventura apenas aquele que trema ao ver o que há de belo num desafio. Morrer miseravelmente, por uma falta de educação, por uma estupidez. Será esta meta digna? Não, claro que não. Mas tudo isto são disparates da pior espécie."
28 de agosto de 2014
23 de maio de 2014
18 de março de 2014
Ondas gravitacionais
Enquanto este blogue está no seu estertor, há notícias fresquíssimas do Universo que não podem ser ignoradas. A legibilidade da Natureza é algo que nunca deixará de me consolar. Quem está assim tão próximo da Natureza nunca irá precisar de uma proposta de deus, porque há em si esta ideia de beleza imorredoira.
14 de fevereiro de 2014
Este blogue termina aqui. Na realidade há muito que terminou. Continuará em outro lugar. A anunciar. Há em mim uma gratidão imensa por ter sido lido e por todas as mensagens de correio electrónico que recebi. Não respondi à grande maioria delas, é certo, mas li-as com a máxima atenção. A caixa de comentários cedo foi vedada devido ao perpetuar de equívocos e disparates. Mas a vida é sempre mais. Prevalece. Há o amor imorredoiro. E depois há o resto. Durante estes anos todos acreditei que Azul Neblina fosse uma mulher. Não é. É algo orgânico. Muito mais bonito.
[como é evidente, o blogue não termina aqui - a menos que invoquemos aqui uma violação cronológica qualquer]
3 de fevereiro de 2014
30 de janeiro de 2014
Aceleração de Coriolis
5 de janeiro de 2014
25 de outubro de 2013
Um dia III
Um dia II
2 de outubro de 2013
Um dia I
“The only obsession everyone wants: 'love.' People think that in falling in love they make themselves whole? The Platonic union of souls? I think otherwise. I think you're whole before you begin. And the love fractures you. You're whole, and then you're cracked open.”
20 de junho de 2013
18 de junho de 2013
Esta morte não me pertence
15 de junho de 2013
14 de junho de 2013
13 de março de 2013
Yet this is Canada
23 de fevereiro de 2013
il ne serait pas possible de l'anéantir,
sans la supprimer d'emblée
car elle renaîtrait sans cesse
des profoundeurs de ses triangles,
comme la vie dans l'univers.
E. Cèsaro, 1905 (a propósito da curva de Koch)
2 de dezembro de 2012
Elementargeister
Sempre que Alexandre escutava a abertura de Tannhäuser, cerrava as suas pálpebras com uma intensidade feroz e um discreto pranto de felicidade assomava ao evocar-te, apesar de saber que não serias tu quem se sentaria ao seu lado na Ópera ou lhe apertaria a mão fremente quando o seu coração ameaçava confundir a despolarização atrial com a ventricular.
[Imagem: L'Ouverture de Tannhäuser ou Jeune fille au piano, Cézanne, circa 1869]
6 de novembro de 2012
18 de junho de 2012
Que mais queres?
¿Qué más quiere, qué más quiere? Atelo pronto a su muñeca, déjelo latir en libertad, imítelo anhelante. El miedo herrumbra las áncoras, cada cosa que pudo alcanzarse y fue olvidada va corroyendo las venas del reloj, gangrenando la fría sangre de sus rubíes. Y allá en el fondo está la muerte si no corremos y llegamos antes y comprendemos que ya no importa."
18 de maio de 2012
14 de maio de 2012
Reaprender a escrever
15 de abril de 2012
27 de março de 2012
10 de janeiro de 2012
Secreto Brilho
últimos dias tatuados pelas rosas e crianças fulgurem
suspensas no ar nocturno das casas abandonadas"
Cidália Fachada
10 de dezembro de 2011
Meu amor, amor meu, por fim renunciar à escrita com brevíssimas palavras
10 de agosto de 2011
"Leg ihm dies Wort auf die Lider:
vielleicht
tritt in sein Aug, das noch blau ist,
eine zweite, fremdere Bläue,
und jener, der du zu ihm sagte,
träumt mit ihm: Wir."
["Depõe-lhe esta palavra sobre as pálpebras:
talvez
surja nos seus olhos, ainda azuis,
um outro, mais estranho, tom de azul,
e aquele que o tratava por tu
sonhe com ele: Nós."]
Acorda que te beijo as pálpebras, Azul.
9 de junho de 2011
(ou como manchas retintas de tinta de um azul inexprimível)
Desde luego inevitable metáfora, anguila o estrella, desde luego perchas de la imagen, desde luego ficción, ergo tranquilidad en bibliotecas y butacas; como quieras, no hay otra manera aquí de ser un sultán de Jaipur, un banco de anguilas, un hombre que levanta la cara hacia lo abierto en la noche pelirroja.”
[continua amanhã, distribuindo os caderninhos de molesquina e os poemas aos leitores interessados]
7 de junho de 2011
Gosto quase tanto do Solti como gosto de difeomorfismos
30 de maio de 2011
6 de abril de 2011
Uma (certa) ideia da Índia
“Nocturno Indiano”, Antonio Tabucchi
Palavras-chave: Uma (certa) ideia da Índia
15 de outubro de 2010
Falar-lhe da sua ausência
Ou dizer-lhe como gosto que sejas a minha madrugada, o meu alvor, o meu ante-meridiano, a minha tarde espessa de calor, o meu crepúsculo ácido com um copo entre os dentes, a noite funda com o teu sexo na minha boca.
Palavras-chave: SMS
12 de julho de 2010
Se isto...
Se isto fosse um blogue pedante e sério como um livro do Lobo Antunes que vai à guerra apenas para beber Martinis, escreveria assim:
"Hoje acordei como que acossado por imagens do gás de Rubídio num condensado de Bose-Einstein e a sonhar com pipas de carvalho com vintage Porto apenas para justificar as diferenças entre os cinco (número em discussão) estados da matéria e com dois livros do Cormac McCarthy (agora que já não é moda) comprados num impulso a lembrar as primícias da adolescência.
Em suma: não sei o que dizer destes novos cânones literários de tantos ignotos. O meu reino por uma cópia dos Principia Mathematica.
Post sriptum: E para o estado da matéria mais abundante no universo, que exemplo ilustrativo escolhi eu? O fogo de Santo Elmo, claro está.
7 de julho de 2010
6 de julho de 2010
1 de junho de 2010
A Hipótese do Contínuo. Também em BD...

Hoje a minha atenção dedicou-se de forma íntegra a uma oferta que me chegou pelo correio. Trata-se do livro "Logicomix, an Epic Search for Truth", cujos autores são Apostolos Doxiadis e Christos H. Papadimitriou, e do qual, aliás, já tive oportunidade de reproduzir descaradamente umas quantas vinhetas. Por coincidência, chegou-me à caixa de correio electrónico uma sinopse daquele livro de capas azuis onde se reúne um conjunto de ensaios na área da Lógica dedicados a Gödel. E acabo mesmo agora de descobrir que hoje irá decorrer um evento em Lisboa (clicar no cartaz para ampliá-lo) ao qual gostaria de ter estado presente, não me encontrasse tão distante. Por vezes, a pandilha de Whitehead, Russell e Gödel provoca-me saudades, arrisco.
Hoje acordei com uma placidez e um sorriso beatífico quando uma palavra solar resvalou dos meus lábios e, aos trambolhões...


[Imagens de "Logicomix, an Epic Search for Truth", brilhante livro de Apostolos Doxiadis e Christos H. Papadimitriou]
Se eu tivesse um blogue respeitável...
... intitularia esta publicação da seguinte forma: "Hoje acordei assim, como que Wittgenstein a bradar contra a existência de uma realidade matemática independente e a agitar um atiçador de forma particularmente iracunda".

Como o meu blog é tudo menos respeitável (e até tem o desplante de optar pela grafia internacional, menos domesticada) intitularia assim: "Hoje acordei com uma placidez e um sorriso beatífico quando uma palavra solar resvalou dos meus lábios e, aos trambolhões, percorreu a minha pele plasmando-se em simétricos exercícios de incisão".
Ainda a propósito de Gödel

[Com o risco assumido de que apenas uma pequena fracção dos leitores o compreenda;
como de habitual desviado daqui]
Já sei o que pretendo para o meu aniversário...

(... e, já agora, um chapéu novo porque o outro ateimou em rodopiar em graves voltejos enquanto o avistava pelo retrovisor afastando-se. Um chapéu à Gödel, não à Hilbert, bem entendido...)

Palavras-chave: Azul, Matemática, Serendipidade










