1 de outubro de 2014

Um grito


O que fazer com o Amor quando a dor arruina toda a vivacidade e velas funestas se enfunam no peito?

O que fazer quando não há respostas? Ah, um grito talvez poderia romper a rigidez do mundo. Um grito que fosse a manhã clara, um grito de beijos e de flores a irromper na minha boca, o teu sexo na minha mão como uma promessa de dias de Estio.

O que fazer com um grito? Há esta ilha deserta e este promontório onde habito. Posso gritar mas ninguém me ouve. E até as gaivotas escarnecem de mim.