27 de outubro de 2014

Disclaimer

Gostaria de lhe dizer a viva voz que há uma profunda ternura quando a evoco. Mas devolver-me sempre que sou apenas palavras é tentar aniquilar-me a voz. E a escrita é uma expressão da minha voz, a minha identidade. O património emocional é meu e, se por uma ou outra razão decido escrever sobre este - mesmo que sob uma narrativa convoluta e um fio temporal enovelado - é a minha liberdade enquanto homem e escritor que exerço. E eu desejo tomar em palavras a emoção de estar vivo e de ter amado em demasia.

Alguns textos não deverão ser interpretados literalmente - o ónus da interpretação cabe ao leitor. Líricos, desusados, patéticos, apaixonados, redutores, irredutíveis, congruentes, estiolados, absurdos, claros. Os textos são meus. As emoções também. Escreve-se como se ama. Porque sim.

Porque sim.  E se houver um julgamento, que o haja, mas isso diz mais dos juízes e do processo do que de mim próprio.