2 de dezembro de 2012

Elementargeister



Sempre que Alexandre escutava a abertura de Tannhäuser, cerrava as suas pálpebras com uma intensidade feroz e um discreto pranto de felicidade assomava ao evocar-te, apesar de saber que não serias tu quem se sentaria ao seu lado na Ópera ou  lhe apertaria a mão fremente quando o seu coração ameaçava confundir a despolarização atrial com a ventricular.

[Imagem: L'Ouverture de Tannhäuser ou Jeune fille au piano, Cézanne, circa 1869]