10 de dezembro de 2011

Meu amor, amor meu, por fim renunciar à escrita com brevíssimas palavras





Aguardando que me perguntasses novamente como é adormecer nos meus braços, que me ciciasses ao ouvido que não há outro lugar onde preferisses estar. E eu, mesmo habitando os interstícios da luz, poder dizer-te apenas uma vez mais: "E a ti amei-te pela única razão certa que afinal também é a verdade redentora que procura o belo." Poder dizer-te uma vez mais que, para lá da definitiva derrota, sou o homem mais feliz do mundo sempre que evoco o azul-mais-que-azul. Mesmo sem direito ao pauzinho de canela  haveria sempre o cesto de piquenique na bagageira do carro aguardando por ti.