25 de agosto de 2008

Atómstöðin II

(Há na literatura islandesa a mesma dimensão telúrica que a sua geografia encerra. Agora as pontas dos dedos encontram os seus quadris, passeiam por lá, “não sou um dos teus caderninhos que nunca usas”, retorque-lhe ela, impaciente, controladora. Não a sei definir. Ele tão pouco. Quando quero pensar em Anita vou à biblioteca e folheio atlas e livros de viagens sobre a Islândia e a Patagónia. Geiseres, paisagens lunares e erodidas (esteve ali presente a mão de um demónio muito bem humorado), cores que não consigo adjectivar, uma alvura impossível de aprender. E depois aquela literatura da resistência contra os elementos, o Bjarn de Casas de Verão do romance de Haldór Laxness. Tenho ali o livro do Chatwin a pedir-me que o releia; é certo que a reencontrarei novamente nas páginas do mesmo).