8 de junho de 2007

Incipit de uma carta nunca enviada


Amor:

“Siempre quise a Paulina”. É assim que Bioy Casares começa o seu En Memoria de Paulina. É o meu mote para te falar sobre a memória. De como estamos sempre a reconstruir a memória, num processo atroz e terrificamente doloroso. E se adjectivo desta forma empastelada é porque é assim que eu concebo a memória. Em amálgamas e amálgamas de factos.


(Escusado será dizer que a carta nunca foi terminada. Não a irias ler, pois não, amor meu?)