17 de maio de 2007

Bom samaritano

Hoje acordei a imaginar a improbabilidade da tessitura dos teus dedos no meu rosto a resgatar-me ao de leve levezinho do enfarruscado dos meus sonhos e a convocar-me para fazermos amor. Prontamente saí da cama, gesto lépido, salto acrobático, abluções matinais, pequeno-almoço robusto, café negríssimo curto galopante e meio-cachimbo a alimentar-se de Black Cavendish. Depois prestei-me a cumprir o meu dever cívico praticando a minha boa acção do dia:


É a acção de Einstein-Hilbert em que o Lagrangiano inclui um termo de matéria e uma constante cosmológica. Gosto desta acção. Assim mesmo, límpida, sem o termo de fronteira de Gibbons-Hawking-York, porque assim como assim a variedade do meu espaço-tempo não tem fronteira. Mas acredita que gosto mais de ti. E não creio que acção alguma o possa demonstrar.